Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos afirma que liderança salarial resulta de negociações permanentes por valorização profissional, saúde do trabalhador, qualificação e redução da jornada de trabalho.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, comemorou a conquista que colocou o Amazonas como o estado com a maior média salarial da Região Norte. Segundo ele, o resultado representa anos de negociações, mobilização sindical e defesa permanente dos direitos dos trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Atualmente, o Amazonas registra remuneração média geral de R$ 3.627,07 , a maior da Região Norte. Além disso, no Polo Industrial de Manaus, a remuneração média chega a R$ 3.779,62 , impulsionada pelos setores de duas rodas, eletroeletrônicos e metalurgia.
Negociação permanente fortalece os trabalhadores Para Valdemir Santana, a liderança salarial é consequência direta da organização dos trabalhadores e da atuação firme do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas.
“Essa conquista demonstra que a negociação coletiva produz resultados concretos. Além do reajuste salarial, trabalhamos diariamente por melhores benefícios, qualificação profissional, saúde, segurança e valorização dos trabalhadores da indústria.”
Da mesma forma, o dirigente afirma que salários mais elevados movimentam a economia, fortalecem o consumo e melhoram a qualidade de vida das famílias amazonenses.
Saúde do trabalhador permanece no centro das negociações Ao mesmo tempo, o Sindicato dos Metalúrgicos intensificou a luta pela redução do trabalho repetitivo nas linhas de produção. Esse modelo de atividade continua sendo uma das principais causas de lesões por esforço repetitivo (LER), doenças osteomusculares (DORT) e afastamentos na indústria.
Por isso, a entidade negocia melhorias ergonômicas, pausas adequadas, rodízio de funções e adequação dos postos de trabalho.
Além disso, o sindicato cobra investimentos em novas tecnologias e reorganização das linhas de produção para reduzir o desgaste físico diário dos trabalhadores.
Segundo Valdemir Santana, proteger a saúde do trabalhador também significa aumentar a produtividade.
“Quando reduzimos o trabalho repetitivo, prevenimos doenças ocupacionais. Consequentemente, diminuímos os afastamentos e melhoramos a qualidade de vida dos trabalhadores.”
Sindicato, CUT Amazonas e PT defendem o fim da escala 6×1 Outra bandeira histórica do Sindicato dos Metalúrgicos é o fim da escala 6×1.
Nesse sentido, Valdemir Santana destacou que o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas atua em conjunto com a CUT Amazonas e o Partido dos Trabalhadores (PT) na mobilização nacional pela redução da jornada de trabalho.
Atualmente, a Constituição Federal estabelece limite de 44 horas semanais . No entanto, as entidades defendem a redução dessa jornada, sem redução salarial, e o fim da escala de seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso.
Segundo o presidente, essa mudança permitirá mais tempo para convivência familiar, descanso, lazer, qualificação profissional e cuidados com a saúde.
Conquistas fortalecem a categoria Ao longo dos últimos anos, o Sindicato dos Metalúrgicos conquistou importantes avanços para a categoria.
Entre eles destacam-se:
reajustes salariais negociados em convenções coletivas; preservação dos empregos em períodos de crise; ampliação dos benefícios sociais; fortalecimento da negociação coletiva; investimentos em qualificação profissional; melhorias nas condições de saúde e segurança; negociação de medidas ergonômicas nas fábricas; combate ao trabalho repetitivo; campanhas permanentes de prevenção de doenças ocupacionais; defesa da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1; atuação conjunta com a CUT Amazonas e o PT em defesa dos trabalhadores. Polo Industrial continua impulsionando a economia O Polo Industrial de Manaus permanece como o maior gerador de empregos formais do estado. Além disso, os setores de duas rodas, eletroeletrônicos e metalurgia seguem puxando o crescimento da renda dos trabalhadores.
Enquanto isso, os reajustes acompanham a inflação nacional e ajudam a preservar o poder de compra da categoria.
Ainda assim, boa parte dos trabalhadores recebe até dois salários mínimos. Por essa razão, o sindicato mantém as negociações para ampliar salários, benefícios e direitos.
Trabalho continuará avançando Por fim, Valdemir Santana reafirmou que a luta da entidade seguirá firme.
“Vamos continuar trabalhando por salários mais justos, melhores condições de trabalho, redução da jornada, fim da escala 6×1, combate ao trabalho repetitivo, mais qualificação e mais saúde para todos os trabalhadores do Polo Industrial de Manaus.”
Dessa forma, o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas reforça seu compromisso com a valorização dos trabalhadores e com o fortalecimento da indústria, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do estado.