Entidade identifica crescimento no consumo de alimentos e defende manutenção da proibição das apostas esportivas no Brasil
O dinheiro que antes era destinado às apostas on-line pode estar voltando ao orçamento das famílias brasileiras. Essa é a avaliação da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que identificou aumento nas vendas de alimentos após a restrição das chamadas bets no país.
Segundo a entidade, o varejo alimentar cresceu 6,5% entre os dias 5 e 11 de outubro. Além disso, entre 12 e 18 do mesmo mês, o avanço chegou a 6,3%. Os resultados consideram a comparação com os mesmos períodos de 2025.
O crescimento também alcançou produtos essenciais. Entre eles estão arroz, óleo, macarrão e café. Dessa forma, os números indicam um cenário positivo para o setor supermercadista.
Restrição das bets e aumento no consumo Para a Abras, os resultados reforçam a importância de discutir os impactos das apostas on-line no orçamento familiar.
Isso porque parte dos recursos destinados aos jogos pode voltar a atender às necessidades básicas das famílias. Consequentemente, o dinheiro disponível para compras de alimentos ganha importância nessa discussão.
Diante desse cenário, a entidade defende a manutenção das medidas de restrição às plataformas de apostas. Além dos efeitos econômicos, a associação destaca a necessidade de considerar os impactos sociais desse mercado.
Tema chega ao Supremo Tribunal Federal Os dados foram divulgados antes da audiência pública realizada nesta terça-feira (3), no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na ocasião, o debate sobre as bets ganhou uma nova dimensão. Além da regulamentação do setor, a discussão envolve os efeitos das apostas sobre a economia e o orçamento dos brasileiros.
Por outro lado, os números apresentados pela Abras mostram uma associação entre o período de restrição e o crescimento das vendas. Entretanto, os dados, isoladamente, não comprovam que a medida provocou o aumento do consumo.
Ainda assim, a entidade utiliza o levantamento para defender a continuidade das restrições. O objetivo é estimular o debate sobre o destino do dinheiro das famílias e a prioridade dada às despesas essenciais.
Assim, o setor supermercadista coloca o consumo de alimentos no centro da discussão sobre os impactos econômicos e sociais das apostas on-line no Brasil.