Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos cobra capacitação da mão de obra e combate à discriminação por idade diante da expansão do Polo Industrial A chegada de cerca de 200 novas fábricas ao Polo Industrial de Manaus (PIM) nos próximos três anos abre uma nova fase de crescimento econômico para o Amazonas. Diante desse cenário, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, defende investimentos em qualificação profissional para garantir que os trabalhadores ocupem as novas vagas que surgirão no setor industrial.
A projeção da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) aponta um crescimento de aproximadamente 30% no parque fabril da capital amazonense. Além disso, a expectativa reforça a confiança dos investidores na Zona Franca de Manaus após a aprovação da reforma tributária.
Segundo Valdemir Santana, a expansão industrial deve gerar empregos, movimentar a economia e fortalecer o desenvolvimento da Amazônia.
“Essas mais de 200 empresas que estão vindo para o Polo Industrial são muito importantes para Manaus e para toda a Amazônia. Além dos empregos diretos, elas também vão criar milhares de vagas indiretas e fortalecer diversos setores da economia”, afirmou.
Expansão industrial impulsiona geração de empregos Atualmente, o Polo Industrial de Manaus reúne cerca de 600 empresas. Com a chegada dos novos empreendimentos, o Amazonas poderá registrar um dos maiores ciclos de crescimento industrial das últimas décadas.
Por isso, Valdemir Santana acredita que sindicatos, empresas e poder público precisam atuar juntos para preparar a mão de obra local.
Além de ampliar as oportunidades de trabalho, a expansão do parque industrial deve aumentar a demanda por profissionais nas áreas de produção, logística, manutenção, tecnologia e automação.
Dessa forma, a qualificação profissional ganha papel estratégico para atender às necessidades do mercado.
Valdemir Santana cobra qualificação dos trabalhadores Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, a geração de empregos precisa caminhar ao lado da capacitação da população.
Segundo ele, o crescimento industrial exige programas permanentes de formação profissional.
“O mais importante é preparar os trabalhadores para essas oportunidades. Precisamos investir em qualificação para garantir que a população tenha acesso às vagas que serão abertas”, destacou.
Além disso, Santana defende a ampliação de parcerias entre sindicatos, instituições de ensino e empresas para fortalecer a formação técnica dos trabalhadores amazonenses.
Sindicato denuncia discriminação por idade nas contratações Valdemir Santana também chamou atenção para outro desafio enfrentado por profissionais que buscam uma oportunidade no mercado de trabalho: a discriminação por idade.
De acordo com o dirigente sindical, algumas empresas ainda impõem barreiras para a contratação de trabalhadores mais experientes.
Segundo ele, muitos profissionais encontram dificuldades para conseguir emprego após os 35 ou 40 anos, mesmo quando possuem qualificação e experiência.
“Não podemos aceitar esse tipo de discriminação. O que importa é a competência do profissional. A experiência acumulada ao longo dos anos representa um diferencial importante para qualquer empresa”, afirmou.
Fiscalização deve combater práticas discriminatórias Diante desse cenário, Valdemir Santana defende uma atuação mais firme dos órgãos de fiscalização.
Segundo ele, o Ministério do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho, os governos e as entidades sindicais precisam acompanhar os processos de contratação para evitar práticas discriminatórias.
Além disso, o sindicalista ressalta que empresas beneficiadas pelos incentivos da Zona Franca de Manaus devem assumir compromisso com a inclusão e a valorização dos trabalhadores.
“Os incentivos fiscais ajudam a atrair investimentos. No entanto, as empresas também precisam garantir oportunidades para todos os profissionais, independentemente da idade”, declarou.
Reforma tributária fortalece a Zona Franca de Manaus A expectativa de atração de 200 novas fábricas ganhou força após a aprovação da reforma tributária. O novo modelo preservou os benefícios constitucionais da Zona Franca de Manaus e ampliou a competitividade da indústria instalada no Amazonas.
Enquanto isso, estados que concediam incentivos fiscais próprios terão de reduzir esses benefícios gradualmente até 2032.
Como resultado, diversas empresas passaram a avaliar investimentos na capital amazonense. Consequentemente, a região fortaleceu sua posição como um dos principais polos industriais do país.
Crescimento exige inclusão e preparação da mão de obra Para Valdemir Santana, a chegada de novas empresas representa uma oportunidade histórica para o Amazonas.
No entanto, ele alerta que o sucesso dessa expansão depende da preparação dos trabalhadores e do combate à discriminação no mercado de trabalho.
Por isso, o dirigente sindical defende políticas de qualificação profissional, inclusão e valorização da experiência dos trabalhadores.
Assim, a nova fase de crescimento da Zona Franca de Manaus poderá gerar emprego, renda e desenvolvimento para toda a população amazonense.