Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos afirma que avanço da economia confirma a força da Zona Franca de Manaus e amplia a necessidade de qualificação profissional para os trabalhadores.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas cresceu 2,87% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). O resultado confirma o avanço da economia estadual. Além disso, evidencia a força da indústria, dos serviços e da agropecuária.
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, o crescimento reforça a importância estratégica do Polo Industrial de Manaus (PIM). Segundo ele, a atividade industrial continua como o principal motor da economia amazonense.
“O crescimento do PIB comprova a força do Polo Industrial de Manaus. Quando a indústria avança, ela gera empregos, movimenta o comércio e fortalece os serviços. Como resultado, milhares de famílias são beneficiadas”, afirmou.
Polo Industrial lidera crescimento econômico O Polo Industrial de Manaus teve participação decisiva no desempenho da economia. A fabricação de motocicletas registrou forte expansão e superou o setor eletroeletrônico em faturamento no período.
Ao mesmo tempo, os segmentos de produtos químicos e bebidas também apresentaram resultados positivos. Da mesma forma, a agropecuária ampliou a produção de cacau e café.
Por isso, Valdemir Santana considera o resultado um reflexo da importância da Zona Franca de Manaus para o desenvolvimento regional.
“O modelo Zona Franca continua atraindo investimentos e gerando oportunidades. Por essa razão, precisamos defender esse patrimônio e garantir mais competitividade para as empresas instaladas no Amazonas”, destacou.
Sindicato defende qualificação profissional Além de celebrar os números da economia, Valdemir Santana defendeu investimentos permanentes na formação dos trabalhadores. Segundo ele, a expectativa de chegada de cerca de 200 novas fábricas ao Polo Industrial exige mão de obra qualificada.
“O sindicato atua ao lado dos trabalhadores todos os dias. Fiscalizamos as condições de trabalho, dialogamos com as empresas e buscamos melhorias para a categoria. Ao mesmo tempo, defendemos mais cursos de qualificação para preparar os profissionais para as novas vagas”, afirmou.
De acordo com o dirigente sindical, a indústria exige cada vez mais conhecimento técnico. Por isso, a capacitação profissional deve acompanhar a modernização das linhas de produção.
Além disso, ele defende parcerias entre empresas, sindicatos e instituições de ensino. Dessa forma, os trabalhadores terão mais acesso à formação técnica e tecnológica.
Crescimento deve vir acompanhado de inclusão Valdemir Santana também defendeu a valorização da experiência profissional. Segundo ele, muitas empresas ainda impõem barreiras para trabalhadores mais experientes.
No entanto, o sindicalista ressalta que competência e qualificação devem prevalecer nos processos de contratação.
“Precisamos combater qualquer forma de discriminação. A experiência profissional agrega conhecimento e contribui para a produtividade das empresas. Portanto, todos devem ter oportunidades para ingressar ou permanecer no mercado de trabalho”, afirmou.
Perspectiva positiva para 2026 Os números do primeiro trimestre indicam um cenário favorável para a economia amazonense. Enquanto a indústria amplia a produção, os setores de serviços e agropecuária também mantêm trajetória de crescimento.
Consequentemente, o estado fortalece sua capacidade de gerar empregos e atrair investimentos.
Para Valdemir Santana, o momento exige união entre trabalhadores, empresas e poder público.
“Temos uma oportunidade importante para fortalecer ainda mais o Polo Industrial de Manaus. Por isso, o sindicato continuará fiscalizando, defendendo direitos e incentivando a qualificação profissional. Assim, o crescimento econômico poderá gerar mais empregos, renda e qualidade de vida para a população amazonense”, concluiu.