O Amazonas registrou, em 2025, a menor taxa anual de desemprego desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. A taxa de desocupação no estado ficou em 8,4%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, o resultado representa um marco para o mercado de trabalho amazonense.
Além disso, o desempenho indica avanço na geração de empregos e melhora no nível de ocupação da população ao longo do ano. Segundo o instituto, o estado acompanhou uma tendência nacional de queda no desemprego.
Brasil também registra menor taxa de desemprego da série histórica No cenário nacional, o Brasil alcançou em 2025 a menor taxa anual de desocupação desde o início da PNAD Contínua, com 5,6%. Ou seja, o percentual caiu em relação a 2024, quando estava em 6,6%.
Além disso, 20 das 27 unidades federativas também registraram a menor taxa de desemprego de suas séries históricas. Entre elas estão Bahia (8,7%), Rio Grande do Norte (8,1%), Pará (6,8%), São Paulo (5,0%) e Paraná (3,6%).
Por outro lado, as menores taxas do país apareceram em Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%). Enquanto isso, os maiores índices ocorreram no Piauí (9,3%), Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%).
Queda do desemprego mostra recuperação nos últimos anos A trajetória de redução do desemprego no Brasil se torna ainda mais evidente quando se analisam diferentes períodos. Por exemplo, entre 2015 e 2017, a taxa média anual chegou a 11%. Em contrapartida, entre 2019 e 2021, período impactado pela pandemia a média subiu para 13,1%.
No entanto, entre 2023 e 2025, a taxa média caiu para 6,6% ao ano. Portanto, os dados mostram recuperação consistente do mercado de trabalho.
No quarto trimestre de 2025, a taxa nacional atingiu 5,1%, uma redução de 1,1 ponto percentual em comparação com o mesmo período de 2024, quando estava em 6,2%.
População ocupada atinge recorde no país O número de pessoas ocupadas no Brasil chegou a 103 milhões em 2025, o maior contingente da série histórica. Consequentemente, a população desocupada caiu para cerca de 6,2 milhões de pessoas, aproximadamente 1 milhão a menos do que em 2024.
O nível de ocupação nacional alcançou 59,1%, também o maior já registrado. Mato Grosso (66,7%), Santa Catarina (66,2%) e Mato Grosso do Sul (64,4%) apresentaram os maiores percentuais.
Rendimento médio e desigualdades no mercado de trabalho O rendimento real habitual médio de todos os trabalhos no Brasil alcançou R$ 3.560 em 2025. Os maiores valores apareceram no Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Por outro lado, os menores ficaram com Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394).
Os dados também mostram diferenças importantes entre grupos sociais. No quarto trimestre de 2025, a taxa de desemprego ficou em 4,2% para homens e 6,2% para mulheres. Da mesma forma, entre brancos o índice ficou em 4,0%, enquanto pretos (6,1%) e pardos (5,9%) apresentaram taxas maiores.
A escolaridade também influencia diretamente. Pessoas com ensino médio incompleto registraram taxa de 8,7%, enquanto aquelas com ensino superior completo tiveram apenas 2,7%.
Informalidade e subutilização ainda são desafios Apesar dos avanços, o mercado de trabalho brasileiro ainda enfrenta desafios. A taxa anual de informalidade ficou em 38,1% da população ocupada em 2025. Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%) lideraram os maiores índices.
Além disso, a taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 14,5% no país, com destaque negativo para o Piauí (31,0%). A taxa de desalento nacional chegou a 2,6%.
PNAD Contínua é principal pesquisa sobre trabalho no Brasil A PNAD Contínua funciona como o principal instrumento de monitoramento do mercado de trabalho brasileiro. A pesquisa entrevista cerca de 211 mil domicílios por trimestre em todo o país, com atuação de aproximadamente dois mil pesquisadores em 26 estados e no Distrito Federal.
Por fim, os dados reforçam a tendência de melhora no emprego tanto no Amazonas quanto no Brasil, indicando avanços importantes na economia e na geração de oportunidades para a população.
A população ocupada no país, em 2025, chegou a 103 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica da PNAD Contínua do IBGE. Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR