O custo da cesta básica em Manaus caiu 2,94% em fevereiro de 2026, de acordo com levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).
Segundo o estudo, realizado em Manaus, o valor médio da cesta básica ficou em R$ 628,90. Além disso, a capital amazonense registrou a maior redução de preços entre todas as capitais analisadas.
Dessa forma, o resultado indica um alívio no orçamento das famílias, principalmente para quem depende do salário mínimo.
Oito produtos da cesta básica ficaram mais baratos De acordo com a pesquisa, oito dos 12 alimentos que compõem a cesta básica em Manaus apresentaram queda nos preços entre janeiro e fevereiro.
Entre os principais recuos estão:
Banana: -10,59%Tomate: -7,27%Óleo de soja: -4,24%Açúcar cristal: -3,30%Além desses itens, outros produtos também registraram redução:
Carne bovina de primeira (-1,33%) Arroz agulhinha (-0,85%) Farinha de mandioca (-0,42%) Café em pó (-0,32%) Por outro lado, alguns produtos tiveram aumento de preço. É o caso do feijão carioca (1,79%), do pão francês (0,80%) e da manteiga (0,18%). Enquanto isso, o preço médio do leite integral permaneceu estável no período analisado.
Tendência de queda em vários alimentos desde 2025 Além da redução registrada em fevereiro, os dados mostram uma tendência de queda em vários produtos desde abril de 2025.
Nesse período, nove dos 12 itens da cesta básica ficaram mais baratos em Manaus. Por exemplo, o arroz agulhinha acumulou queda de 26,11%. Da mesma forma, o tomate caiu 24,51% e a farinha de mandioca recuou 15,96%.
Além disso, também registraram redução:
Banana (-13,76%) Açúcar cristal (-13,51%) Leite integral (-5,64%) Manteiga (-4,96%) Óleo de soja (-3,02%) Café em pó (-1,40%) No entanto, três produtos tiveram aumento no mesmo período: carne bovina de primeira (7,55%), feijão carioca (7,04%) e pão francês (1,38%).
Trabalhador compromete menos renda com alimentação A queda no preço da cesta básica em Manaus também impactou diretamente o orçamento dos trabalhadores.
Segundo o levantamento da Conab e do DIEESE, o comprometimento do salário mínimo líquido com a compra da cesta caiu para 41,94% em fevereiro de 2026.
Em janeiro, por exemplo, esse percentual era 43,21%. Portanto, o trabalhador amazonense passou a gastar uma parcela menor da renda para comprar alimentos básicos.
Assim, mesmo com variações em alguns produtos, o resultado indica maior poder de compra para a população.
Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR