O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parabenizou o presidente eleito de Portugal, António José Seguro, pela vitória nas eleições presidenciais realizadas no último domingo (8). Segundo pesquisas de boca de urna, o candidato do Partido Socialista obteve entre 67% e 73% dos votos. Com isso, ele derrotou André Ventura, do partido ultradireitista Chega!, que alcançou entre 27% e 33%.
Dessa forma, António José Seguro sucederá o atual presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, que possui perfil conservador.
Em publicação nas redes sociais, Lula destacou o caráter democrático do processo eleitoral. Além disso, ele ressaltou a importância do resultado para o cenário internacional.
“Parabéns a António José Seguro, presidente eleito de Portugal, pela vitória expressiva nas urnas neste domingo (8). Numa eleição pacífica, o resultado representa a vitória da democracia em um momento importante para a Europa e o mundo”, escreveu o presidente brasileiro.
Além de celebrar o resultado, Lula afirmou que a vitória de Seguro reforça o apoio de Portugal ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia. O tratado foi assinado em janeiro, após meses de articulação do Brasil.
Agora, o acordo comercial aguarda aprovação nos parlamentos dos países envolvidos. No Brasil, o Congresso Nacional deve analisar o texto após o Carnaval.
Ao mesmo tempo, Lula destacou a continuidade da cooperação entre os dois países. Segundo ele, o Brasil seguirá atuando em parceria com o novo presidente português e com o primeiro-ministro Luís Montenegro.
“O Brasil seguirá trabalhando pelo fortalecimento das relações bilaterais históricas, em defesa do multilateralismo e do desenvolvimento sustentável”, acrescentou.
Por fim, vale lembrar que Portugal adota o sistema semipresidencialista. Nesse modelo, o primeiro-ministro exerce as principais funções do Executivo. Enquanto isso, o presidente atua como árbitro político.
Em situações específicas, o chefe de Estado pode dissolver o Parlamento. Assim, ele também possui a atribuição de convocar novas eleições legislativas quando necessário.