O programa Energias da Amazônia já realizou 13 interligações ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e, dessa forma, passou a beneficiar mais de 500 mil consumidores na Amazônia Legal. Lançada em 2023 pelo Governo do Brasil, a iniciativa acelera a transição energética em sistemas isolados, substituindo fontes poluentes por soluções renováveis, como energia solar e sistemas híbridos.
Além disso, o programa enfrenta desafios históricos da região, como logística complexa, custos elevados e grande dispersão territorial. Por isso, o Ministério de Minas e Energia (MME) estruturou ações específicas e integradas para ampliar o acesso à energia limpa e garantir maior segurança no fornecimento.
Transição energética reduz uso de diesel na Amazônia Desde a implementação, o Energias da Amazônia tem reduzido o uso de diesel em localidades isoladas. Consequentemente, também diminui as emissões de gases poluentes e melhora a qualidade do suprimento energético para milhares de famílias fora do SIN.
De acordo com a secretária substituta de Transição Energética e Planejamento do MME, Lorena Perim, o programa representa um avanço estratégico para a região. “A Amazônia apresenta desafios únicos, com logística complexa e custos elevados. No entanto, avançamos na redução do uso de diesel e das suas emissões, ao mesmo tempo em que ampliamos a segurança do suprimento. O Energias da Amazônia demonstra que a transição energética é possível mesmo onde o atendimento é historicamente mais difícil”, afirmou durante evento em Manaus.
Portanto, o programa consolida uma política pública voltada não apenas à sustentabilidade ambiental, mas também ao desenvolvimento regional.
Leilão de sistemas isolados garante R$ 312 milhões em investimentos Em 2025, o leilão de sistemas isolados contratou 50 megawatts (MW) de potência, com investimento de R$ 312 milhões. Esses recursos atenderão cerca de 30 mil pessoas em localidades remotas do Amazonas e do Pará.
Com isso, o Governo do Brasil amplia a geração de energia limpa em comunidades que dependiam exclusivamente de combustíveis fósseis. Além do impacto ambiental positivo, a iniciativa estimula a economia local e fortalece a infraestrutura energética da região.
Governança sólida e foco na população Segundo a diretora do Departamento de Transição Energética do MME, Karina Araújo, o Energias da Amazônia entra agora em uma fase decisiva. “Precisamos transformar planejamento em entregas concretas e ampliar permanentemente o impacto positivo. Não se trata apenas de tecnologia, mas de melhorar a vida da população”, destacou.
Atualmente, o programa conta com quatro instrumentos legais que orientam as ações até 2027: leilões de transmissão, leilão dos sistemas isolados, sub-rogação da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e o Pró-Amazônia Legal. Dessa maneira, o MME fortalece a integração entre políticas públicas e promove sinergias para impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável.
Workshop em Manaus debate transição energética justa Os avanços do Energias da Amazônia estão entre os destaques do Workshop Energias da Amazônia, promovido pelo MME nos dias 10 e 11 de fevereiro, em Manaus (AM). O evento ocorre em parceria com a Aliança Global de Energia para Pessoas e Planeta (GEAPP) e com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS).
Durante a programação, especialistas aprofundam o debate sobre a dimensão social da transição energética justa e inclusiva. Além disso, discutem estratégias para fortalecer a bioeconomia amazônica e consolidar as lições aprendidas desde o lançamento do programa.
Interligações concluídas e previstas no ciclo 2023-2027. Foto: Divulgação Interligações seguem até 2027 O ciclo 2023-2027 prevê novas interligações ao Sistema Interligado Nacional, ampliando o número de consumidores atendidos. Assim, o Energias da Amazônia reforça o compromisso com energia limpa, desenvolvimento regional e melhoria da qualidade de vida na Amazônia Legal.
Dessa forma, o programa se consolida como uma das principais iniciativas de transição energética no país, ao combinar sustentabilidade ambiental, inclusão social e segurança energética.