Forças de segurança prendem suspeitos em ação conjunta
A Operação Orion prendeu, na manhã desta terça-feira (16), os criminosos que assassinaram Alexandre Araújo Brandão, conhecido como “Xuruca”. O homicídio aconteceu em outubro, no bairro Campeche, no sul de Florianópolis (SC), e causou forte repercussão nacional.
Para alcançar os suspeitos, equipes da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros do Amazonas (DEHS-AM) atuaram em conjunto com a Delegacia de Homicídios de Santa Catarina (DH-SC). Dessa forma, as polícias avançaram contra uma organização criminosa com atuação interestadual.
Criminosos atiram enquanto vítima segurava o filho No momento da execução, Alexandre segurava o próprio filho, uma criança de 1 ano e 8 meses. Os criminosos dispararam cerca de dez tiros, atingindo tanto a vítima quanto o bebê.
Logo após o ataque, equipes de resgate socorreram a criança e a levaram às pressas para o Hospital Infantil. Apesar da gravidade dos ferimentos, o bebê sobreviveu. Ainda assim, o crime gerou indignação pela extrema violência empregada.
Polícia aponta liderança criminosa no Amazonas Alexandre nasceu em Manaus e, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, integrava a cúpula de uma facção criminosa. Além disso, ele respondia em liberdade por homicídio e figurava como alvo de outras investigações.
Ao longo dos anos, acumulou mais de 12 processos criminais. Entre eles, constam acusações por tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo, formação de quadrilha, receptação, violência doméstica e homicídio. Esses registros se concentram no Amazonas, Santa Catarina e Distrito Federal.
Prisões anteriores e atentados indicam disputa entre facções Em janeiro de 2024, policiais prenderam Alexandre em flagrante no mesmo bairro onde ele acabou executado. Na ocasião, a Polícia Federal, com apoio das forças de segurança do Amazonas, realizou a ação.
Naquele período, o delegado Sávio Pinzon, da PF, afirmou que “Xuruca” ocupava posição de destaque no alto escalão de uma organização criminosa com ramificações no Amazonas e no Rio de Janeiro. Antes disso, a polícia já havia apreendido 14 armas com ele no Amazonas, além de tê-lo condenado a 15 anos de prisão por homicídio. No entanto, após deixar o sistema prisional, Alexandre retomou as atividades criminosas.
Posteriormente, em julho de 2025, Alexandre sobreviveu a um atentado em Manaus. Criminosos dispararam cerca de 50 tiros contra o carro em que ele estava. Mesmo ferido nas pernas, conseguiu escapar. Esse episódio, portanto, reforçou a suspeita de acertos de contas entre facções rivais.
Câmera registra execução e ajuda investigação A execução ocorreu por volta das 22h, na entrada de uma propriedade, e uma câmera de segurança registrou toda a ação. As imagens ajudaram diretamente no avanço das investigações.
Quando a Polícia Militar chegou ao local, encontrou Alexandre já sem vida, com diversas perfurações pelo corpo. Em seguida, testemunhas informaram que um homem vestindo roupas escuras fugiu armado e entrou em um veículo nas proximidades do Morro da Penitenciária, no bairro Agronômica. A polícia localizou o carro, apreendeu o veículo e acionou a Polícia Científica para a perícia.
Operação Orion encerra investigação sensível Além da Polícia Militar, equipes da Delegacia de Homicídios, do Instituto Médico Legal (IML) e da Polícia Científica atuaram desde o início da ocorrência. Enquanto isso, investigadores reuniram provas técnicas, imagens e depoimentos.
Por fim, a Operação Orion resultou na prisão dos suspeitos e encerrou uma das investigações mais complexas envolvendo facções criminosas interestaduais nos últimos anos. Segundo a polícia, a ação representa um avanço significativo no combate ao crime organizado no país.